A Técnica de LTF
Liberação Tecidual Funcional: Foi desenvolvida com bases nas técnicas de terapias manuais da Fisioterapia para tratamento específico de fibroses e aderências decorrentes de traumas teciduais como as cirurgias plásticas.As células do nosso corpo são banhadas por um líquido claro e transparente denominado fluído intersticial, com o qual estabelecem trocas. O fluido intersticial é um componente importante na micro circulação entre o sangue e os vasos linfáticos e está aumentado durante o processo de reparo tecidual (cicatrização).É por isso que a manutenção funcional da mobilidade tecidual é importante, uma vez que, a presença de tecido cicatricial altera a função normal dos tecidos comprometendo drasticamente seu metabolismo. Muitas vezes, o edema fica retido pela falta de mobilidade entre os tecidos, sendo assim, é necessário reorganizar todo o tecido cicatricial.As manobras de Liberação Tecidual Funcional (LTF) provocam um tensionamento contínuo e prolongado, “organizando” a deposição do colágeno, além de tornar o tecido mais elástico e sem retrações, o que previne e trata as fibroses e aderências.
Esta técnica é especial para cuidar do paciente de pós operatório imediato e tardio. Devolve a flexibilidade e a funcionalidade aos tecidos que ficam aderidos e com fibroses pela própria cicatrização pós operatória. A LTF é um tratamento simples, indolor, não invasivo e de rápida resposta. Geralmente em 8 sessões 1 a 2x por semana o paciente está de alta e recuperado para realizar suas atividades diárias.
Lembre-se que a Cirurgia Plástica só terá o Resultado Final esperado, fazendo um Tratamento Pós Operatório Adequado desde o Início da sua Recuperação!! Após 3 dias da realização da cirurgia já se deve fazer o tratamento pós-operatório para evitar fibroses e aderências.
Terapia Manual
Para muitas pessoas, a terapia manual é chamada e solicitada como um tipo de massagem e muitos a procuram porque contempla uma abordagem diferente da fisioterapia convencional, pois os resultados são mais rápidos e eficientes promovendo intenso relaxamento e melhora das dores, além do benefício do toque para o bem estar físico e emocional.
A terapia manual é a área da fisioterapia que contempla o uso de um conjunto de técnicas manuais em benefício do paciente. Possui uma visão global do organismo e utiliza-se de recursos diagnósticos e terapêuticos em estruturas que a fisioterapia convencional não atua, como por exemplo, mobilizações articulares acessórias, manipulação visceral, miofascial, craniana e neural. Em muitas das vezes é possível tratar um paciente sem encostar na região da dor.
Utiliza-se as mãos para influenciar a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento; trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento; trata a dor; permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar. O termo refere-se a diferentes métodos de tratamento: mobilização e manipulação articular, massagem do tecido conjuntivo, massagem de fricção transversa, mobilização neuromeníngea, facilitação neuromuscular, massagem transversa profunda, liberação miofascial, equilíbrio do sistema nervoso, entre outras.
Os objetivos básicos gerais das técnicas são: aumentar a flexibilidade de músculos, cápsulas, ligamentos, tendões e nervos; prevenir ou reduzir aderências e inflamações locais; promover melhora na lubrificação e na mobilidade destas estruturas; auxiliar no equilíbrio do sistema nervoso; e como conseqüência aliviar a dor e os sintomas associados.
Drenagem linfática
É uma técnica de massagem que tem por objetivo estimular o sistema linfático – uma rede complexa de vasos que movem fluidos pelo corpo – a trabalhar de forma mais acelerada. Entre os principais benefícios do método estão a redução da retenção de líquido, linfedemas, ativação da circulação sanguínea, combate à celulite e o relaxamento corporal.
Para entender melhor como age a drenagem linfática, é essencial conhecer as estruturas que compõe esse sistema, a linfa e os gânglios linfáticos:
O sistema linfático trabalha como uma terceira circulação, além da arterial e da venosa, e a linfa é o líquido que circula através dessa rede de vasos linfáticos. Ela é rica em proteínas, glóbulos brancos, microrganismo, células mortas, células sanguíneas e pode também carregar bactérias e toxinas. Seu aspecto é viscoso e amarelado. A linfa, assim como o sangue, realiza trocas metabólicas com as células e em seguida é recolhida pelos vasos do sistema linfático, retornando aos gânglios.
Já os gânglios linfáticos, ou linfonodos, são encontrados em todo o corpo. Eles são parte importante do sistema imunológico. Sua função é ajudar o corpo a reconhecer e combater germes, infecções e outras substâncias estranhas. É para eles que a linfa recolhida dos vasos é direcionada para ser filtrada.
Na drenagem linfática, realiza-se a drenagem da linfa, que está dentro do linfático; assim, facilita-se a entrada do fluído intersticial por meio do desenvolvimento de diferentes pressões. A compressão externa, além de envolver os vasos linfáticos afeta o fluido intersticial, responsável pela formação da linfa, que ocorre após sua entrada no interior do vaso linfático. Desse modo, quando estamos realizando a drenagem linfática, estamos promovendo diferenciais pressóricos. Conclui-se, assim, que o objetivo da técnica é criar difierenciais de pressão para promover o deslocamento da linfa e o fluido intersticial, visando sua recolocação na corrente sanguínea
